
04/06

04/06
A dengue é um dos principais problemas da saúde pública mundial. Segundo dados do Ministério da Saúde, a doença é registrada em todo o Brasil, sendo as regiões nordeste e sudeste as mais infectadas. Esse ano, por exemplo, Belo Horizonte registrou 15 mil infecções até o mês de maio, um número bastante elevado. Para se ter um comparativo, em todo o ano de 2009, foram 12 mil casos registrados na capital.
O alto índice de incidência e à forte campanha de prevenção, fez com que grande maioria da população conhecesse a doença. Só que o que pouca gente sabe é que não existe somente um, mas quatro tipos diferentes de vírus dengue. " A doença pode ser causada por um dos quatro sorotipos diferentes, sendo que três deles já foram encontrados em Minas Gerais" , afirma a professora Erna Geessien Kroon, do Laboratório de Vírus do Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB). Erna e outros pesquisadores publicaram recentemente o artigo Dengue vírus 3 genótipo I em mosquitos e ovos Aedes aegypti, Brasil, 2005-2006 (Dengue virus 3 genotype I in Aedes aegypti mosquitoes and eggs, Brazil, 2005-2006) no periódico Emerging Infectious Diseases (EID) , especializado em divulgar informações sobre doenças infecciosas inéditas ou reincidentes.
Nesse trabalho, a equipe de pesquisadores da UFMG identifica a presença do vírus dengue 3 genótipo I em mosquitos e ovos capturados na região de Belo Horizonte. " O que nós percebemos é que os insetos coletados foram infectados com o vírus em um processo natural confirmando a transmissão vertical do vírus, ou seja, da fêmea adulta para seus ovos" , explica Erna Kroon. Segundo a pesquisadora, outra novidade do artigo é que, até então, este vírus ainda não havia sido identificado em mosquitos e larvas, apenas em seres humanos.
A doutoranda em microbiologia Ana Paula Pessoa Vilela, que também esteve envolvida na pesquisa, explica a importância da transmissão vertical, pois o mosquito pode estar carreando um vírus que estará envolvido em uma futura epidemia. " Normalmente, o mosquito contrai o vírus ao picar uma pessoa infectada, e, só após um período de multiplicação que dura em torno de oito dias, é capaz transmiti-lo para outros seres humanos" , afirma Ana Paula, ressaltando que esses resultados são importantes para descobrir a origem do vírus.
Segundo a pesquisadora Leandra Barcelos Figueiredo, que participou da produção do artigo, a origem do dengue vírus 3 genótipo I deve ser diferente do dengue vírus 3 genótipo III, apesar de ambas terem sido identificadas na América Latina na mesma época. " Além disso, depois que o genótipo I desse vírus foi encontrado aqui no Brasil, surgiram registros de sua incidência na Colômbia e na Guiana Francesa, nessa última, em animais de origem silvestre" , conta Leandra Barcelos.
Para Erna Kroon, além de ajudar a traçar a origem do vírus, a pesquisa pode ser importante para identificar qual tipo de genótipo está circulando com maior frequência, o que pode ser essencial no combate à doença. " Se conseguirmos mostrar que determinado genótipo está sendo o maior causador da doença e que ele é encontrado com mais frequência em determinada região, os esforços de prevenção podem ser mais focalizados e apresentarem maior eficácia a um menor custo" , conclui Erna.
O trabalho de coleta dos mosquitos infectados pelo vírus dengue contou com uma nova tecnologia: o MI-Vírus. Desenvolvido pela empresa Ecovec em parceria com o Laboratório de Genética Molecular de Patógenos e Parasitas do ICB, o MI-Vírus permite mapear onde o vírus circula em determinada região. A tecnologia integra o sistema MI-Dengue criado pelo professor Álvaro Eduardo Eiras, do Departamento de Parasitologia, para monitorar os focos de dengue por meio da coleta das fêmeas do mosquito.
O pesquisador, que também assina o artigo publicado na EID, explica que, primeiramente, os mosquitos são capturados utilizando uma armadilha chamada MosquiTrap, que é um recipiente pequeno que prende os mosquitos em fitas adesivas, impedindo-os de circular e depositar ovos. Uma vez capturados, os insetos são enviados para o laboratório, onde é identificada a presença ou não do vírus dengue. Dessa forma, é possível traçar um mapa dos locais onde o vírus pode ser encontrado. " Nos lugares onde o MI-Vírus já foi implantado, os dados mostram que aproximadamente 85% dos casos de dengue foram registrados nas áreas onde há circulação de mosquitos infectados. Isso pode ser um grande auxílio no combate focalizado à doença" , afirma Álvaro Eiras. O pesquisador lembra ainda que essa tecnologia de captura dos mosquitos é importante não só para identificar áreas de incidência do vírus, mas também para fornecer material para pesquisas, como essa que deu origem ao artigo.
Pesquisadores da Cleveland Clinic Lerner Research Institute, nos Estados Unidos, desenvolveram a primeira vacina para prevenir o câncer de mama. Segundo a equipe de pesquisa, testes que estão sendo realizados em ratos têm mostrado um resultado muito favorável.
Os pesquisadores descobriram que uma única vacinação com o antígeno a-lactoalbumina, presente nas células do câncer de mama e encontrado em mulheres saudáveis apenas durante a lactação, é capaz de prevenir a formação de tumores de câncer de mama em ratos, além de inibir o crescimento de tumores já existentes.
"Acreditamos que esta vacina irá, algum dia, ser usada para prevenir o câncer de mama em mulheres adultas, da mesma forma que as vacinas previnem poliomielite e sarampo em crianças", disse o investigador principal do estudo, Vincent Tuohy. "Se ela funcionar em humanos assim como funciona em ratos, será monumental. Poderíamos eliminar o câncer de mama".
No estudo, camundongos geneticamente predispostos ao câncer foram vacinados - a metade com uma vacina contendo a-lactoalbumina e outra metade com uma vacina sem o antígeno.
Nenhum dos camundongos vacinados com a-lactoalbumina desenvolveu câncer de mama, enquanto todos os outros ratos o fizeram.
Os pesquisadores pretendem vacinar as mulheres acima de 40 - quando o risco de câncer de mama começa a aumentar, e a gravidez torna-se menos provável. Para as mulheres mais jovens com um risco acrescido de câncer de mama, a vacina pode ser uma opção a considerar, em vez da profilaxia mastectomia radical.
"A maioria das tentativas de vacinas contra o câncer têm como alvo o vírus, ou cânceres que já se desenvolveram", disse o diretor do Centro da Mama na Clinica Cleveland, Joseph Crowe. "Tuohy não é um investigador do câncer de mama, ele é um imunologista, por isso a sua abordagem é completamente diferente - atacar o tumor antes que ele possa desenvolver-se. É um conceito simples, mas que não havia sido explorado até agora."
Tuohy acredita que as conclusões deste estudo vão além do câncer de mama, proporcionando uma visão para o desenvolvimento de vacinas para prevenir outros tipos de câncer.
A euipe de pesquisa informou que testes clínicos em humanos podem começar no próximo ano.

Será anunciado nesta segunda-feira, 31 de maio, durante o Fórum Viva Vida, que acontece no Centro Cultural e de Exposições de Maceió (AL), o calendário de entrega de 5.300 bicicletas destinadas ao fortalecimento das ações no Programa Saúde da Família (PSF) nos 102 municípios alagoanos. A ação vai garantir uma condição melhor de transporte dos agentes comunitários de saúde que atuam, diariamente, no PSF.
" O objetivo é ampliar a cobertura à assistência as gestantes, crianças e idosos, contribuindo para redução dos índices de mortalidade infantil e melhoria da qualidade do atendimento à população" , ressaltou a diretora de Atenção Básica, Myrna Pimentel.
Myrna Pimentel disse, ainda, que o agente comunitário realiza visitas periódicas, atendendo a um público de 150 famílias que moram em áreas distantes uma das outras. " Muitos, para atenderem a demanda, eram obrigados a fazerem o percurso a pé, o que causava uma série de transtornos. Após ouvir o relato dos agentes, o governador Teotonio Vilela Filho ficou sensibilizado e resolveu adquirir as bicicletas, para facilitar as atividades dos profissionais" , afirmou.
As bicicletas serão distribuídas para os municípios, de acordo com o Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde, que definirá a quantidade a ser entregue a cada um. A diretora informou que haverá um estande no Centro de Convenções, onde os responsáveis irão assinar o termo de recebimento.
As bicicletas foram adquiridas com recursos do tesouro estadual, da ordem de R$ 1.510.000,00. Segundo Myrna Pimentel, essa era uma das demandas do Fórum Viva Vida que foi realizado nos municípios. Durante o evento, os agentes comunitários falaram sobre as dificuldades encontradas para atender as famílias, tendo em vista que muitas residem em localidades distantes.



Sem Censura, do radialista Antônio Malvino na Sanhauá AM de João Pessoa, que o prefeito da Capital Ricardo Coutinho (PSB) é o único prefeito do Brasil que entrou na Justiça contra os agentes de Saúde.
A declaração foi feita após a participação de um ouvinte da cidade de Itaporanga, que perguntou ao senador qual o seu posicionamento quanto ao projeto que regulamenta a profissão do agente de saúde. Cícero Lucena disse que, como relator de projeto que regulamenta a profissão do agente de saúde, espera urgentemente sua aprovação no senado: “Deus me deu a oportunidade de criar 180 equipes quando prefeito de João Pessoa. Estou na defesa dos agentes comunitários que tem um papel fundamental na saúde pública do Brasil” respondeu Cícero com a experiência de quem foi prefeito por duas vezes de João Pessoa.
Conforme o PLS 196/09, da senadora Patrícia Saboya (PDT-CE), União, Estados, Distrito Federal e municípios ficam impedidos de pagar salário mensal abaixo desse valor para os agentes, considerando jornada máxima de quarenta horas semanais.
Pelo texto, o piso salarial será implantado de forma progressiva e proporcional, no decorrer de doze meses desde a entrada em vigor da lei. Dentro desse prazo, todos os entes federativos deverão elaborar ou adequar seus planos de carreira para incluir tanto os agentes de saúde e os que fazem o combate às endemias, só podendo haver ingresso de novos agentes nos quadros por meio de concurso público.
Repasses da União
A matéria cria, para a União, a obrigação de transferir recursos de seu orçamento a fim de garantir condições para que os demais entes da Federação cumpram o piso salarial dos agentes.
Caberá ainda ao Ministério da Saúde fazer o acompanhamento da destinação dos repasses federais. Como reforço ao cumprimento do piso, o texto condiciona as transferências dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) aos estados e municípios - dentro do chamado Piso Variável de Atenção Básica (PAB) - à comprovação do pagamento nas condições definidas.
Fonte: Click pb